Recurso Pedagógico · Brasília, DF
Hipersensibilidade: Compreender É o Primeiro Passo para Incluir e Acolher
Um post conscientizador produzido no curso de AEE da EAPE mostra, em linguagem visual e acessível, como sons, luzes e emoções podem ser vividos com mais intensidade.
Priscila Barboza de Carvalho
Cursista da Turma T3 · Curso de AEE — EAPE/SEEDF, 2026
“Qualquer pessoa pode sentir desconforto sensorial, mas para a pessoa neurodivergente esse impacto é frequente, intenso e exaustivo.”
Produzido por Priscila Barboza de Carvalho · Publicado pela SR Sala de Recursos Revista · CC BY-NC-SA 4.0
Da formação docente para a conversa com as famílias
Este infográfico nasceu de uma proposta formativa do Curso de Atendimento Educacional Especializado (AEE) da EAPE/SEEDF, orientada pela professora-formadora Edilene Francisco de Carvalho: transformar o que se estuda em um material simples, visual e pronto para ser compartilhado com as famílias.
A cursista Priscila Barboza de Carvalho, da Turma T3, escolheu um tema que atravessa o cotidiano de muitos estudantes: a hipersensibilidade, isto é, a experiência de perceber sons, luzes, cheiros, texturas, sabores e situações emocionais com mais intensidade do que o habitual.
Para lembrar
Hipersensibilidade não é frescura nem falta de educação. É uma forma de perceber o mundo que pode causar incômodo, sobrecarga e exaustão, e que merece acolhimento.
O som como exemplo: neurodivergentes e neurotípicos lado a lado
Post conscientizador produzido por Priscila Barboza de Carvalho, cursista da Turma T3 do curso de AEE — EAPE/SEEDF, 2026.
Audiodescrição do infográfico
Infográfico vertical, em tons de roxo, verde e branco, com o título “Hipersensibilidade” em letras grandes e roxas. À esquerda do título, um menino de pele clara, cabelos castanhos e fones de ouvido azuis fecha os olhos e cobre os ouvidos com as mãos. À direita, uma menina de cabelos castanhos e cacheados, de olhos fechados, abraça um ursinho de pelúcia roxo. Abaixo do título, a pergunta “O que é?” e o texto: “Hipersensibilidade é quando os sentidos e as emoções percebem o mundo com mais intensidade do que o habitual. Sons, luzes, cheiros, texturas, sabores e até situações emocionais podem causar incômodo, sobrecarga ou exaustão.”
Em um quadro com borda roxa, sob a palavra “Exemplo”, lê-se “Hipersensibilidade com o som”, ao lado do desenho de um alto-falante: “A pessoa percebe sons do dia a dia como muito altos, inesperados ou até dolorosos, gerando desconforto, ansiedade ou necessidade de se afastar.”
A seguir, o infográfico se divide em duas colunas. A coluna da esquerda, roxa, é intitulada “Pessoas neurodivergentes”, com a indicação “Exemplos: autismo, TDAH, dislexia, TOD, DPAC, entre outros”. Mostra três crianças cobrindo os ouvidos com expressão de desconforto: um menino de fones azuis, um menino de cabelos cacheados e camiseta listrada verde, e uma menina de rabo de cavalo e camiseta lilás com um arco-íris. Em “Como pode acontecer no dia a dia”, o texto diz que barulhos de aspirador, sirenes, buzinas, TV alta, festas, shopping, sala de aula cheia ou até o barulho de talheres podem causar sobrecarga, crises, choro, irritabilidade ou necessidade de se isolar. Em “Possíveis reações”, a lista traz: cobrir os ouvidos; agitação ou choro; evitar ambientes barulhentos; dificuldade de concentração; exaustão mental após exposição a sons. Ao final da coluna, uma lâmpada acompanha a frase: “Compreender é o primeiro passo para incluir e acolher.”
A coluna da direita, verde, é intitulada “Pessoas neurotípicas” e mostra três adultos cobrindo os ouvidos: um homem de blusa verde, uma mulher de cabelos longos e blusa bege, e uma mulher de óculos, coque e blusa azul. Em “Como pode acontecer no dia a dia”, lê-se: “Um som muito alto, repetitivo ou inesperado pode causar incômodo, dor de cabeça, irritação ou vontade de se afastar.” Em “Possíveis reações”: incômodo ou irritação; dor de cabeça; dificuldade de concentração; necessidade de um ambiente mais silencioso. Ao final, um quadro verde afirma: “Qualquer pessoa pode sentir desconforto sensorial, mas para a pessoa neurodivergente esse impacto é frequente, intenso e exaustivo.”
No rodapé, em um quadro com borda roxa e um coração, está escrito: “Empatia, respeito e ajustes simples podem transformar a experiência de alguém todos os dias!” No canto direito, uma pequena flor roxa e a assinatura “Priscila T3”.
Para refletir
Quantos sons da nossa sala de aula, do pátio ou da reunião de família passam despercebidos para nós, mas pesam muito para alguém? Pequenos ajustes, como avisar antes de um som alto ou oferecer um canto mais silencioso, já fazem diferença.
Informações para citar, reutilizar e aplicar o material
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
BRASIL. Ministério da Saúde. Autismo de A a Z. Brasília: Ministério da Saúde, [s.d.].
AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION (APA). Autism, anxiety and sensory challenges. 2021.
SANTOS, L. M. et al. 2025.
TROMBETA, G.; FERREIRA, A. C. M.; BERNARDES, I. A. F. 2026.
Ficha elaborada pela Equipe Editorial · SR Sala de Recursos Revista
Para levar para casa
“Empatia, respeito e ajustes simples podem transformar a experiência de alguém todos os dias!”
A SR Sala de Recursos Revista agradece a Priscila Barboza de Carvalho pela autorização e pelo cuidado com o material, e à professora-formadora Edilene Francisco de Carvalho pelo incentivo à produção e ao compartilhamento do conhecimento.

Equipe Editorial
SR Sala de Recursos Revista
